Cultura – Comunicação – Tecnologia

Outubro 10, 2007

Olá pessoal, abaixo publico o texto feitocomo trabalho final da disciplina de Seminário e para quem interessar, uma boa leitura. Amauri Lírio 

CULTURA – COMUNICAÇÃO – TECNOLOGIA  

Não há como negar as influências que as tecnologias provocam na cultura e na comunicação. Com a Internet houve a aproximação de povos, culturas, saberes, etc tornando-se hoje gigantesca máquina de contato e de troca de informações, cada  vez mais presente em nosso dia a dia. Lessig (2005, p. 34) diz que “a medida que a Internet integrou-se à vida cotidiana, ocasionou mudanças. Algumas técnicas – a rede tornou as comunicações mais rápidas, reduziu custos de pesquisa, e assim por diante”.

 

Através da Internet estabeleceu-se um novo espaço e tempo de interação social, em que surgem novas formas de comunicação e sociabilidade. Os valores, as atitudes e modos de pensamento estão sendo cada vez mais condicionados por este novo  espaço de comunicação, que surge  da  intercomunicação mundial dos computadores, denominado de ciberespaço.

 

Quanto mais pessoas tiverem acesso ao ciberespaço, mais se desenvolveram novas formas de sociabilidade, o que implicará num aumento de apropiraçãos de informações pelos mais diferentes atores, que terão a possibilidade de produzir, fazer circular e consumir a informação presente de acordo com seus próprios valores (culturais, estéticas), difundindo-as por sua vez de uma nova maneira.

 

Lemos (2006) coloca que essa difusão provocada pelas novas tecnologias e comunicação alteram os processos de comunicação, de produção, de criação e de circulação de bens e serviços. Fazendo então emergir a cibercultura, “trata-se de uma nova relação entre as tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea” (LEMOS, 2006, p. 52).

 

A cibercultura é resultado de uma crescente troca social sob vários formatos, tais como: blogs, chats, fóruns, orkut, pod-casts, sistemas peer to peer, entre outros. Com a cibercultura tem enriquecido a diversidade cultural mundial, ou seja, dinamizando a cultura em nível planetário. A cibercultura está pondo em sinergia processos de cooperação, de troca e de modificação criativa de obras, dada as características da tecnologia digital em rede.

 

A cibercultura coloca a humanidade diante de um caminho sem volta: já não somos como antes, devido a avidez dos usuários para experimentar  coletivamente formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem. Bem como, em conseqüência de estarmos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades  mais positivas deste espaço nos planos econômico, político, cultural e humano. Os espaços se encurtam, a comunicação se expandiu.

 

Porém, a cibercultura sofre influência de três leis fundadoras, que são: “a liberação do pólo de emissão; o princípio de conexão em rede e a reconfiguração de formatos midiáticos e práticas sociais” (LEMOS, 2006, p. 53). Essas leis vão direcionar os processos de “re-mixagem” contemporâneos. Já que o princípio que rege a cibercultura é a “re-mixagem”, “conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens, cut-up de informação a partir de tecnologias digitais” (LEMOS, 2006, p. 52).

 

Tudo isso levou a uma dissolução do autor, do original e obra, restando somente processos abertos, coletivos e livres.  Proporcionando para a cibercultura uma nova estrutura midiática, em que “pela primeira vez, qualquer indivíduo pode, a priori, emitir e receber informação em tempo real, sob diversos formatos e modulações, para qualquer  lugar do planeta e alterar, adicionar e colaborar com pedaços de informação criados por outros” (LEMOS, 2006, p. 54).

 

Estamos então vivendo uma cultura de compartilhamento, a cultura “copyletf”, que “é um modelo para contratos de adesão que busca corrigir falhas sociais no direito autoral padrão” (LEMOS, 2006, p. 62). Por meio do copyleft, que é a estrutura qualquer dinâmica identitária e cultural, a troca, as influências mútuas, a cooperação. Assim, a cibercultura, ao instaurar uma cultura planetária da troca e da cooperação, estaria resgatando o que há de mais rico na dinâmica de qualquer cultura.

 

Cabe destacar que a riqueza de qualquer sociedade sempre está associada à complexidade de sua cultura, ou seja, à força do seu poder criativo e empreendedor. A comunicação, neste sentido, é a forma pela qual uma sociedade põe em marcha e intercambia o conjunto de seus empreendimentos, sejam eles artísticos, sociais, políticos, científicos ou  técnicos. Uma cultura complexa é uma cultura plural, aberta, circulando livremente pelo corpo social. A criatividade está na originalidade da circulação de diversas formas culturais, incluindo aí sua riqueza artística e intelectual, seu habitus social, sua criatividade simbólica, imaginária, científica e técnica.

 

A arte eletrônica é um exemplo da nova forma do fazer artísitco que a cibercultura possibilitou, em que a recombinação é realizada por meio de processos abertos, coletivos e inacabados. A partir das tecnologias digitais a arte eletrônica, como por exemplo a música eletrônica,  ganha novos espaços e  novas formas de comunicação mediada por computador. Há sites direcionados por estes dois novos formatos, Amaral (2007, p. 96) cita o MySpace,

 O MySpace (…) permite a criação de perfis, incluindo fotos, vídeos, músicas e postagens em um blog, acesso a comunidades (…) pela facilidade de postagem de música e vídeos (do site YouTube), ele acabou chamando  a atenção de vários produtores de música, bandas/DJs dos mais variados gêneros e tornou-se uma importante fonte de informações sobre turnês, datas e lançamentos de álbuns para as revistas/sites/jornais especializados em música.  

Proporcionando assim a autopromoção e auto-apresentação, seja na divulgação de datas de turnês e shows, tanto para artistas já renomados como os que estão em busca de ascensão.  O site ainda disponibiliza que sejam deixados recados para os artistas, opinando sobre alguma coisa, divulgando assim o show, a festa ou até o mesmo o álbum. Amaral (2007, p. 100) coloca ainda que

 a música eletrônica (…) encontra na rede um vetor de disseminação  não apenas visual, mas principalmente social, com base em constante aumento de seu capital subcultural de trocas em circunstâncias on-line, não como um local distinto ou à parte do off-line, mas como um território exploratório de práticas comunicacionais entre seus membros  

Sob esta ótica, a Internet “desencadeou a possibilidade extraordinária de que muitos construam e cultivem cultura, com resultados que vão muito além dos limites locais. Esse poder mudou o mercado de criação e cultivo da cultura em geral, e esse mudança por sua vez ameaça as indústrias de conteúdo estabelecidas” (LESSIG, 2005, p. 36). Ou seja, há corporações que sentem-se ameaçadas, estão “usando seu poder para forçar a lei a protegê-los contra essa nova tecnologia de construir cultura, que é mais eficiente e mais vibrante” (LESSIG, 2005, p. 37).

 

Geralmente essas corporações fazem uso do software proprietário, que  é aquele cuja cópia, redistribuição ou modificação são em alguma medida proibidos pelo seu criador ou distribuidor. Mas há um outro grupo que se utiliza de software livre, que segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído com algumas restrições. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível (http://pt.wikipedia.org/wiki).

 

Como podemos ver a Internet, portanto, converteu-se em um espaço público fundamental para o fortalecimento das demandas dos atores da sociedade civil, que conseguem contornar a desigualdade de recursos para ampliar o  alcance de suas ações e desenvolver estratégias de luta mais eficazes. A Internet é um espaço que possibilita novos caminhos para interação política, social e econômica, principalmente pelo fato de que nela qualquer cidadão pode assumir, ao mesmo tempo, uma variedade enorme de papéis – como cidadão, militante, editor, distribuidor, consumidor, etc. –, superando as barreiras geográficas e, até certo ponto, as limitações econômicas (MACHADO, 2003).

 

 

Amauri Lírio

                 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  

AMARAL, Adriana. A estética cibergótica na Internet: música e sociabilidade na comunicação do MySpace. In: Comunicação, Mídia e Consumo: comunicação e arte. Escola Superior de Propaganda e Marketing. Ano 4, v. 4, n. 9. São Paulo: ESPM, 2007. p. 87-103.

 

LEMOS, André. Ciber-cultura-remix. In: Araújo, Denize Correa (org.). Imagem(Ir) realidade: comunicação e cibermídia. Porto Alegre: Sulina, 2006. p. 52-65

 

LESSIG, Lawrence. Cultura livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade. São Paulo: Trama, 2005. p. 29-68.

 

MACHADO, Jorge. Internet, ativismo político e controles governamentais. Paper apresentado no XI Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia. Campinas, 1 a 5 de set. de 2003. Disponível em: <http://www.forum-global.de/bm/paper/netpol-machado.htm>. Acesso em  30 out. de 2007.

 

SOFTWARE LIVRE. [s/d]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki>. Acesso em  30 out. de 2007.


A produção jornalística na internet e a construção da identidade profissional do webjornalista- Fábio Henrique Pereira

Outubro 4, 2007

Para Felix Ortega e Maria Luisa Humanes (2000), a reportagem objetiva foi um elemento essencial para a construção da identidade do jornalismo e sua distinção de outras profissões como o literato e o intelectual. Contudo, para além dos métodos de apuração e da idéia do jornalista como o homem que vai à rua buscar a notícia, existe, no jornalismo on-line, um certo sentimento de identificação comum aos profissionais que atuam nos demais meios. É assim que os jornalistas da internet vão perceber seu trabalho: “A minha atividade é a informação. Então a internet, para mim, é um instrumento para isso. Já trabalhei em jornal, revista semanal, revista quinzenal; já trabalhei em jornal diário. Então, no fundo eu estou fazendo a mesma coisa (…), acrescido que a internet me dá acesso a um público que normalmente eu não teria acesso. É um público que tem um certo ceticismo, uma certa descrença com a mídia tradicional. E com esse público que eu falo” (Paulo Henrique Amorim, Responsável pelo site UOL News, em entrevistado em janeiro de 2002). Ou seja, na internet, como em qualquer outro meio, o jornalista lida, sobretudo, com a produção e a difusão de informações, independente do método utilizado. “Entre o copidesque da notícia da agência (criação leve) e a reportagem (criação pesada), ser jornalista é também inserir-se num processo de produção que leva à transformação de dados em notícia. Tudo isso num mecanismo de inteligência coletiva organizada” (Patino, 2001: 04).
Contudo, o jornalista não é mais o produto exclusivo da informação. Nesse sentido, sua função como árbitro torna-se vital. “Em lugar de elas expandirem o tempo usado para selecionar informações, uma tarefa que leva cada vez mais tempo, as pessoas precisam de fontes as quais possam consultar e que lhes dirão o que é verdadeiro e significativa” (Kovach e Rosenstiel, 2003: 77).
Isso não significa que a prática do jornalismo na internet não possua suas singularidades. É possível perceber na produção on-line radicalização de fenômenos como o mimetismo midiático e a influência da noção de tempo real na produção da notícia. Adapta-se também à produção on-line alguns critérios de noticiabilidade, na medida em que a veracidade das informações perde terreno para a atualização on-line, em fluxo contínuo. Notícias antes sem importância passam a ser produzidas, principalmente nos dias em que não há um bom volume de acontecimentos relevantes e são publicadas a ‘conta gotas’.
A alteração nas rotinas produtivas influi na configuração da identidade profissional do webjornalista, embora este processo ainda esteja com construção. A produção a ‘conta-gotas’, destinada à alimentação de um site parece destacar ainda mais o caráter empresarial da profissão de jornalista. Como afirma Ciro Marcondes Filho (2000: 36), o “jornalismo tornou-se um disciplinamento técnico, antes que uma atividade investigativa ou lingüística. Bom jornalista passou a ser aquele que consegue, em tempo hábil, dar conta das exigências de produção de notícias do que aquele que mais sabe ou melhor escreve”.
De certa forma, a identidade do jornalista se constitui num processo dialético onde o ‘jornalista sentado’ adapta alguns elementos dos modelos jornalísticos precedentes às suas rotinas produtivas, ao mesmo tempo em que assimila as singularidades da Rede. A identidade se forma a partir desse duplo discurso onde novo e velho, tradicional e moderno se encontram. “Um know-how jornalístico emerge. A mídia criou seu jornalismo. E, de maneira circular, o jornalismo criou sua mídia” (Patino, 2001: 03).
Bem, pessoal encontrei este texto e achei ele muito relevante, pensando em todas as dúvidas que tem surgido ao longo do semestre em relação à atividade do jornalista e o papel do mesmo frente ao webjornalismo, blogs e demais meios noticiosos da internet. Ele esclarece um pouco o nosso(dos aspirantes a jornalistas) medo de “desaparecer” sendo que hoje em dia com a comunicação colaborativa qualquer pessoa pode fornecer informações.  Tamara Boligon


Globo faz festa da novela Duas Caras na Internet pelo Second Life

Outubro 4, 2007


Nada de festança em grandes salões e cheias de glamour. A Globo decidiu lançar sua nova novela  das 21h, Duas Caras, no Second Life, ambiente digital em 3D. No ambiente, pessoas do mundo todo, representadas por avatares, simulam aspectos da vida real numa mescla de realidade virtual, game e comunidade de relacionamento.Os convidados puderam dançar, ao som de músicas da novela, se divertir na reprodução dos diferentes cenários que estão na trama, além demudar da cara dos seus avatares quantas vezes quiserem. Vários promotores fizeram os convites antes do lançamento aos habitantes do Second Life para o evento.

Com quase 10 milhões de usuários no mundo, o Second Life virou mania entre os brasileiros. Mais de 600 mil internautas do País freqüentam este espaço virtual, uma espécie de bolha digital onde se relacionam entre si e com o ambiente, experimentando novas sensações, trabalhando, construindo, comprando, se divertindo e se socializando.

Alex Pires Duarte


O QUE É CIBERCULTURA?

Outubro 3, 2007

Bem pessoal, esse assunto foi o primeiro discutido nos seminarios, sobre a cibercultura, aí vão algumas informações sobre o assunto….

 

A cibercultura é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea (Lemos, 2002).

O princípio que rege a cibercultura é a “re-mixagem”, conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens e cut-up de informação a partir das tecnologias digitais. As novas tecnologias de informação e comunicação alteram os processos de comunicação, de produção, de criação e de circulação de bens e serviços.

Caracteriza a cibercultura três leis fundadoras que vão nortear os processos de re-mixagem, são elas:

1. A liberação do pólo da emissão: “Pode tudo na internet”, “tem de tudo na internet”.

2. O princípio de conexão em rede: “a rede está em todos os lugares”, ou como dizia a publicidade de “Sun System”, “o verdadeiro computador é a rede”. Essa lei é o princípio de conectividade generalizada, iniciou com a transformação do PC (computador pessoal), em CC (computador coletivo), com o surgimento da Internet e o atual CC móvel (computador coletivo móvel), era da computação pervasiva com a explosão dos celulares e das redes Wi-Fi. Tudo comunica e tudo está em rede: pessoas, máquinas, objetos, monumentos, cidades…

3. Reconfiguração (entende-se a idéia de remediação, mas também a de modificação das estruturas sociais, das instituições e das práticas comunicacionais) de formatos midiáticos e práticas sociais: “tudo muda, mas nem tanto”.

Na cibercultura, novos critério de criação, criatividade e obra emergem, consolidando, a partir das últimas décadas do século XX, essa cultura remix (possibilidade de apropriação, desvios e criação livre), que começam com a música, com os DJ’s no hip hop e os Sound Systems, a partir de outros formatos, modalidades ou tecnologias, potencializados pelas características das ferramentas digitais e pela dinâmica da sociedade contemporânea. BBC mostra como a “ciber-cultura-remix” está em expansão através dos blogs, podcasts, sistemas P2P, obras artísticas e softwares livres.

A cibercultura tem criado o que está sendo chamado de “mídia do cidadão”, onde todos são estimulados a produzir, distribuir e reciclar conteúdos.

As expansões da cibercultura potencializam o compartilhamento, a distribuição, a cooperação e a apropriação dos bens simbólicos.

A área acadêmica também tem se esforçado neste contexto, no que se refere a sinergia das causas tecnológicas e efeitos sociais e vive-versa.

A batalha para conquista do espaço ainda está longe de acabar, porém, os cidadãos virtuais já estão produzindo conteúdos pelos princípios da liberação da emissão, da conexão generalizada e da reconfiguração da indústria cultural, o que parece ser um caminho irreversível na atual cibercultura, como afirma o DJ Spooky.

  Caroline Diel e Giovana Basso!


A tecnologia na arte da Fotografia à realidade virtual

Outubro 1, 2007

Olá, pessoal! O que vou postar é um pequeno resumo do livro “A tecnologia na arte da fotografia à realiadade virtual” do autor: Edmoud Couchot

 Estou lendo esse livro para um trabalho da displina de “Estética e Cultura de Massa” – e acredito que o referido livro também pode ser ultilizado em nossas discussões sobre comunicação.

Para quem se interessar, segue algumas dicas sobre o livro:

O livro “A tecnologia na arte da fotografia à realizade virtual – trata das novas relações que se estabelecem entre a subjetividade e os automatismos maquínicos. É uma obra fundamental para a compreensão da arte desde o advento da fotografia até as mais avançadas manifestações da arte numérica. Aborda a automatização dos processos figurativos e o empreendimento da tecnologia e da ciência sobre as manifestações artísticas, traçando um fio condutor que retrocede à perspectiva de projeção final. Sandra Rey, coordenadora do Instituto de Artes, também afirma, que nós estamos vivendo um tempo em que nada acontece fora do universo tecnológico ou das interfaces cada vez mais numerosas e complexas através das quais homem e máquina são obrigados a dialogar. A “Tecnologia na arte” é fundamental não somente para artistas e teóricos de arte contemporânea, mas a todos que buscam uma melhor compreensão do tempo e da cultura em que vivem.

Taí a dica sobre o livro, escrita por Sadra Rey.

Um resumo completo sobre este livro apresentaremos em novembro na disciplina de Estética, porteriormente se alguém precisar, entre me contato.

 Amauri Lírio


A rádio além da rádio…(Daniela Ferreira)

Outubro 1, 2007

 A indústria radiofônica está enfrentando algumas crises hoje e uma delas é que jovem não têm o hábito de acompanhar programas de rádio, especialmente os jornalísticos. O rádio chegou no seu período de maturidade e está na hora de se reiventar.

 Alias, vários meios de comunicação estão em processo de repensar sua função, pois com a Internet o conteúdo tornou-se extensível, vai além do sentido estrito do meio, porém isso não implica na morte dos tradicionais, mas talvez na reestruturação de pensamento e, consequentemente, de atuação.

 A Internet é um grande potencial para as rádios. No entanto, a Internet é considerada muito mais visual do que sonora. Segundo a autora, não pelos recursos, mas pelo seu histórico de grandes restrições de acesso ao conteúdo.

 Os usuários da Internet desejam obter mais informações em pouco tempo. E também desejam uma possibilidade ampla para navegar.

 O problema é que em pesquisas feitas detectou-se que as rádios não estão explorando o grande potencial que a Internet oferece. Muitas vezes, a programação é muito restrita, com poucas opções, não atraindo a atenção do usuário. E é esse ponto que deve ser avaliado e diante disso, modificado.

Mais informações quinta-feira, na apresentação do seminário.

Paula


O QUE E DRM?

Setembro 28, 2007

Ma o que é o DRM?             Vamos combinar que realmente estamos perante novo mundo, o mundo da era digital, que revolução extrodinaria! Antes tudo era tradicionalmente, mas hoje em dia estamos numa nova época bastante fabulosa. Eu creio que pouca gente sabe o que DRM (Digital Radio Mondiale) é um consorcio formado em 1998 que hoje reúne 83 membros de trinta países, incluindo estação de radio e fabricantes de equipamentos de recepção e transmissão, cujo propósito é criar, desenvolver e difundir um sistema de transmissão do radio digital. Este sistema já existiu entrou no ar pela primeira vez em 2003. Essa qualidade foi encontrada com a passagem da tradicional transmissão analógica em AM para uma transmissão digital tipo MP3, melhorada e adaptada à realidade da rádio, denominada MPEG-4 AAC+SBR em que consegue transmitir com boa qualidade numa largura de banda inferior a 20 kHz ( normalmente de 10 kHz) e com a possibilidade de transmissões em estéreo.            O sistema DRM é aprovado pela UIT (união internacional de telecomunicações) e suas vantagens tecnológicas são evidentes. Antes, no inicio existe uma duvida se as emissoras e ouvintes estarão dispostos a migrar para novo sistema num futuro que não pode estar distante assim? Porque o sistema não é patenteado e, portanto, as emissoras de radio não se necessitam pagar royalties pelo seu uso, testes estão sendo realizados para transmissões simultâneas de radio analógico e DRM, para a fase de transição de um sistema para outro. Mas hoje em dia creio que essa duvida ficou longe, porém a nova era está exigindo isso e os tradicionais rádios cada dia estão perdendo seu lugar neste novo horizonte.

            Com as novas transmissões digitais, a qualidade do áudio tem-se revelado espantosamente, superior ao atual FM e muito perto da chamada qualidade CD. Atualmente, em fase experimental, mas num futuro próximo, poderá escutar com caráter regular, onda curta, média e longa (muito popular em alguns países como a França), com uma qualidade superior à que estamos habituados a ouvir nestas freqüências bastante ruidosas, isto, se a propagação o deixar, porque contra a dita, ainda não existe nenhum “antídoto”, mas sim a futura possibilidade do receptor procurar automaticamente uma freqüência diferente, com o mesmo programa e com um sinal de recepção melhor, a fim de possibilitar uma decodificação do sinal sem erros, à semelhança do actual sistema RDS das estações que transmitem em FM. O processo de mudança já começou. As emissoras internacionais que habitualmente transmitem abaixo dos 30 MHz, agruparam-se num consórcio a fim de definirem e adotaram um sistema de transmissão digital comum e universal, tendo por finalidade revitalizar estas freqüências.

  REFERENCIA

 Revista antena popular vol.: 123

 

                    NADYLET NAHUTARANE SARAIVA


INTERNET FACILITA AS COISAS….SERÁ?

Setembro 28, 2007

Olá pessoal, bem como já postei uma definição básica sobre o assunto q eu e o Tompson apresentamos em sala de aula, hoje trago até vcs uma matéria publicada pelo jornal Zero Hora do dia 27/09/07, quinta-feira. A matéria é bem interessante, além de tratar de um tema super atual de uma forma bem “inteligente”, na MINHA OPINIÃO. A matéria fala á respeito do “novo” filme do diretor e roteirista José Padilha ‘TROPA DE ELITE’ , baseado no livro ‘ELITE DA TROPA’ de Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope e que inspirou o personagem principal do filme Tropa de Elite. A matéria de ZH, além de apresentar o filme, que ainda nem foi lançado mas já foi visto por muita gente (coisas da internet), trata da questão da pirataria, de como ficou fácil ver antes e por um menor preço…. Isso me lembra algo que eu li uma vez em um livro que tratava á respeito da Ditadura Militar no Brasil (infelizmente não lembro em qual livro foi), mas em uma passagem o livro dizia o seguinte: a maioria dos censores era movido pelo fascinio da “antecipação” o fato de estarem entrando em contato com músicas, programas, peças de teatros antes dos demais, era algo que realmente mexia com o “ego” deles [censores], que se sentiam como “deuses” ao definirem/decidirem aquilo que os demais veriam, porém sempre haveria algo que eles veriam a mais, ou pelo menos, eles sempre viam antes…. Pois é, na minha opinião o que sempre move as pessoas é o fato de terem contato com aquilo que a maioria absoluta ainda não teve, seja na diradura militar ou na ditadura digital, o que move o ser humano é conseguir antes aquilo que deveriam esperar, é o desejo de saber antes…abaixo segue a matéria publicada pelo ZH (quem quiser maiores detalhes é só acessar o site www.zerohora.com):

Fora do Oscar, dentro da polêmica

O filme brasileiro mais comentado nos últimos anos estreou antes nas bancas dos camelôs. E virou fenômeno cultural e tema de inflamados debates. Tropa de Elite entra em cartaz apenas em 12 de outubro, mas circula desde o início de agosto em cópias ilegais. Após sua primeira exibição pública, semana passada no Festival do Rio, a repercussão do longa-metragem dirigido pelo carioca José Padilha foi além da questão da pirataria. Reforçam a polêmica temas como violação de direitos humanos, corrupção policial e o papel da classe média na rede de violência que acaba se voltando contra ela própria.

Aprodução ganhou tanto destaque nos últimos dias que se tornou, em cima da hora, a grande favorita para representar o Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro, em 2008. Mas o resultado, anunciado ontem, deu a vaga para O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ambientado no período da ditadura militar.

Tropa de Elite mostra os bastidores do Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro, o Bope, unidade com treinamento militar apresentada como incorruptível e implacável em suas incursões nos morros cariocas. O ator Wagner Moura interpreta o capitão Nascimento, que descreve o cotidiano do Bope em meio a uma crise pessoal. Claramente identificados como vilões da história estão a Polícia Militar, representada como antro de corrupção e ineficiência, e os usuários de drogas, a quem se atribui o financiamento do círculo de violência. Caberia atribuir o papel de herói a Nascimento e seus soldados? As sessões prévias do filme não fecham a questão: aplausos e gritos de quem acha que bandido bom é bandido morto, vaias alarmadas daqueles horrorizados com a glorificação da barbárie em nome da lei. Logo, a discussão envolveu críticos e intelectuais, e até Wagner Moura entrou na briga.

- Com relação ao Nascimento, eu não penso nele nem como herói e nem como vilão. Ele é semelhante ao meu outro Nascimento, o Sandro do Ônibus 174. Eu dei o mesmo nome aos dois personagens porque os considero semelhantes. Um é o reverso do outro. O importante é mostrar às pessoas que tanto o ponto de vista de um como o ponto de vista do outro resultam de problemas sociais que temos que resolver – diz Padilha, referindo-se também a Sandro Nascimento, personagem de seu premiado documentário.

Lançado em 2002, Ônibus 174 reconstruiu os episódios que desembocaram no seqüestro de um ônibus no Rio, com a morte de uma refém e do seqüestrador, Sandro Nascimento. No filme, o diretor relembra a trajetória de miséria, descaso social e violência em que se criou o marginal.

- Em Tropa de Elite, tentei fazer com que as pessoas compreendessem como se forma um policial violento, como ele pensa e age. A existência de policiais assim agrava a violência. Mas dizer isto não muda a realidade. Precisamos primeiro entender por que a nossa sociedade produz personagens como o Sandro e o capitão Nascimento.

Estima-se que 3 milhões de pessoas já assistiram à Tropa de Elite em suas cópias ilegais – A Grande Família, líder do ranking nacional em 2007, soma 2 milhões de espectadores. É a primeira vez no Brasil que um filme é pirateado antes de chegar ao cinemas. Em Porto Alegre, os DVDs ilegais chegaram há duas semanas, com preços entre R$ 5 e R$ 10.

Essa versão pirata saiu da empresa que fez a legendagem para o mercado internacional e, segundo Padilha, não é a definitiva, que ganhou cinco minutos a mais e melhorias na imagem e no som. O diretor tem dúvidas sobre o quanto a pirataria prejudicará a performance nos cinemas:

- Qual a taxa das pessoas que viram o filme em DVD e que voltarão ao cinema? Quantas pessoas ainda não viram o filme? Estas pessoas são consumidoras de cinema? Será que uma parte das pessoas que não vai ao cinema normalmente, devido ao preço do ingresso, vai se esforçar para ver o filme? Que percentual das pessoas que vão ao cinema usualmente já viu o filme? Eu não sei a resposta para nenhuma destas perguntas, e acho que ninguém sabe. O futuro do Tropa nos cinemas é uma incógnita.

Agora eu pergunto á vcs, o que vcs acham da “ditadura digital”, em que a facilidade acaba por tornar as coisas dificeis, ou seja, aquilo que antes renderiam um bom dinheiro para muita gente, agora graças a internet, rende apenas o sucesso, como é o caso do filme “TROPA DE ELITE”?

DEISE DE MORAIS – jornalismo


E para os navegantes…

Setembro 28, 2007

Bem pessoal, eu venho aqui dar dicas e fazer pedidos da forma mais humilde possível à minha pessoa.

Espero que ninguém se ofenda, e nem entenda como um ato de arrogância pois posto com a melhor das intenções.

Agora que a matéria está acabando creio que bastante gente vai vir aqui no blog para postar ou comentar, então vou ensinar vocês a fazerem isso.

COMO POSTAR?!

Primeiro, você deve entrar em www.wordpress.com. Lá você vai encontrar uma coluna, assinalada e apontada com uma flecha na figura abaixo. Em username você coloca o nome de usuário, e embaixo(password) coloque a senha que foi passada em sala-de-aula.

primeiro.jpg

Vai abrir a próxima página e você vai encontrar esse menu ali, onde deve clicar em discutindocomunicacao:

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Após abrirá a página do blog, e aí você clica em ESCREVER:

terceiro.jpg

E assim você terá o prazer de postar no blog Discutindo Comunicação:

quarto.jpg

Título: Você coloca o título, o assunto do seu post.

Entrada: O conteúdo propriamente dito.

Aí é só clicar em Publicar e correr pro abraço.

Quem quiser colocar figuras clique em PROCURAR, do lado de ficheiro. A imagem vai carregar e você terá a opção de colocar em Miniatura ou tamanho máximo.

Escolham tamanho máximo, mas vocês devem diminuir a foto para no máximo 400×300 antes de carregarem ela no blog.

Pedidos meus agora em relação a postagem:

NÃO EDITEM OU MUDEM NENHUMA DAS CONFIGURAÇÕES DO BLOG.

Querem passear e conhecer todas opções dos menus, tudo bem! Mas não mudem, por favor. Já cansei de ficar arrumando coisas que o pessoal mexe sem saber o porquê e aí fica tudo torto no blog.

ASSINEM OS TEXTOS.

Primeiro, é muito chato encontrar um texto que não está assinado. Segundo, como as professoras irão avaliar se você não assinou o texto?

CITEM AS FONTES.

Básico isso.

FAÇAM COMENTÁRIOS PESSOAIS QUANDO POSTAREM.

Isso é um pedido realmente pessoal. Estamos aqui para discutir entre nós e ultimamente o pessoal só tem copiado textos e colado aqui. Tudo bem trazer textos de fora, isso é essencial mesmo, mas por favor, comentem algo, digam o que acharam, o que concordam e discordam e o porquê. Dar ctrl+c ctrl+v é muito fácil.

PARA COMENTAR:

Certo, você está aqui no blog e quer comentar. PARA COMENTAR NÃO PRECISA DAR LOGIN. Na verdade, é melhor que você não esteja logado. Se tiver postado e quiser ir comentar, por favor, faça logoff.

Ok, primeiro clique no menu assinalado em vermelho.

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Depois é muito fácil, preencha seu nome, seu e-mail e se tiver, coloque endereço de seu site/blog/flog. Comente e clique em submit comment.

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Espero ter ajudado vocês e que não tenha machucado o ego sensível de ninguém.

Cya

 Augusto Salla – Acadêmico de Publicidade e Propaganda


Questões pra pensarmos sobre webjornalismo

Setembro 27, 2007

Nessa quinta teremos a presença da profa. Fabiane Grossmann, mestranda do Curso de Pós-Graduação Strito Sensu em Comunicação da UFSM. Ela irá abordar questões referentes ao webjornalismo. Sobre essa mesma temática tem um texto mto interessante de Graciela Natansohn, Estudos de Recepção nas Novas Mídias”, apresentado no XVI Encontro da Compós, em Curitiba/PR, em junho de 2007. 

Nesse texto a autora faz uma breve explanação de questões que os estudos de recepção analisam em relação à mídia tradicional e aponta aspectos q devemos observar qdo formos pensar sobre a recepção nas novas mídias. 

E as questões de pesquisa q ela levanta são de extrema relevância e as destacarei aqui: Em que medida esse ambiente altera a relação dos usuários com o jornalismo praticado e difundido na web? Todavia, em que medida esse ambiente transforma os gêneros considerados jornalísticos e por tanto, o contrato de credibilidade que se estabelece entre esses discursos e seus leitores?

 Para isso Graciela vai tb trazer alguns aspectos q caracterizam o meio e devem ser considerados, entre eles destacarei:

- a hipertextualidade, q é uma propriedade inerente ao texto digital, mas só se realiza na interatividade entre um sujeito e o discurso digital ofertado.

- a interface, q é produto de um desenhista (designer), e enquanto rede cognitiva de interações é o que permite determinada arquitetura da informação com seus respectivos desdobramentos e complexidades narrativas e interativas.  

Como alguns já sabem a Profa. Fabiane é designer, assim acredito q a questão da interface vai merecer destaque. E de acordo com Graciela no webjornalismo, a relação será determinada pelo tipo de interface, pelo sistema operacional, pelo sistema de publicação definido pela instituição jornalística. Além de considerar o produto noticioso, seu desenho e as opções de navegação e interação pré-definidas (produção de pautas, fóruns, chats, comentários, blogs, recursos multimídia, de memória, de personalização). 

Assim temos mais alguns pontos, entre os outros já vistos em aula, pra aproveitarmos a presença da Fabiane para aprofundarmos as discussões e analisarmos as características e formas de produção do webjornalismo e as transformações q estão ocorrendo. 

Nilse Maldaner