A Disciplina de Seminário I nos possibilitou e nos surpreendeu com os engenhosos de toda ordem que as pessoas fazem na web e na informática, o que podemos perceber é que a velocidade da construção da rede é coletiva e muitas vezes perdemos a compreensão disso e nem só nós como acadêmicos, mas também os empresários, políticos e também as pessoas ligadas à imprensa não conseguem acompanhar a rapidez de tal evolução. Enquanto um dos criadores da web (o belga Robert Cailliau) elogia os blogs e Wikipédia, ainda assim, diz que a web é um lugar altamente democrático, lugar onde há espaço para todos de igual forma, mas onde o indivíduo que é intelectualmente desenvolvido e capaz de trabalhar, criar alguma coisa, deva receber rendimentos provenientes desta criação e ainda sugere uma espécie de micro pagamentos direto do consumidor aos artistas, longe ainda da realidade, mas com chances de tornar real em pouco tempo. Uso a frase de Cailliau “Acredito que o futuro pertence mais a uma inteligência artificial do que humana”, para refletir de como a web está afetando a nossa vida e não nos damos conta de que se não a usarmos de maneira dosada estaremos perdendo nossos valores e nossa cultura estará sendo modificada e globalizada. Há um ponto das novas tecnologias que podemos analisar como benéfico. Do ponto de vista científico os testes e estudos podem ser feitos à longa distância, só que o conhecimento e ensinamento básico inicial, perdem a humanização o contato físico e isso passa a ser um prejuízo pessoal para as crianças e estudantes mais novos no campo do ensino e da cultura. Ao mesmo tempo em que refletimos sobre novas tecnologias, ficamos com a curiosidade aguçada, mas ainda assim, com certa resistência, pois entramos em um espaço que não conhecemos o que nos deixa inseguros. O uso da web por nós ficava restrito apenas nas rotinas diárias de nossas necessidades básicas, como envio e recebimento de e-mails, pesquisas e algumas leituras de notícias, hoje já pesquisamos sobre outros assuntos, blogs, ouvimos música, assistimos a vídeos e nem nos damos conta de quanto essa atividades básicas e sem importância mexem num contexto muito além do que estamos visualizando. Marcia Regina Haisky Oldenburg
Outubro 15, 2007 às 5:07 pm
Concordo com a Márcia no ponto que devemos dosar o uso e principalmente a maneira que usamos a internet. A internet deve ser um ambiente para usarmos além das nossas atividades reais, ou seja, ela não deve se tornar a principal atividade do nosso dia, e sim deve ser um complemento de pesquisa, informação, atualização.
Acredito que a internet já mudou a muito tempo nossa cultura devido principalmente ao mundo globalizado, em muitos aspectos essas mudanças foram muito boas pois houve uma agilização nas informações que é muito importante na sociedade competitiva que estamos inseridos. No entanto, não devemos deixar que a internet roube o prazer de saírmos nas ruas, conversarmos pessoalmente com nossos amigos, dançar, brincar, ou seja ter um contato com outras pessoas no mundo real e não apenas no virtual.
Outubro 15, 2007 às 5:30 pm
Sem dúvida Márcia, concordo que o acesso à rede, mesmo estando vinculada aquilo que para nós é rotina diária, atinge campos que nem nos damos conta. Acredito que o acesso a web, muda a vida das pessoas, da sociedade. E assim, quando se fala em limitar o uso da rede para não modificar a cultura, para não perder valores, percebo que o propor limites é polemicamente discutido, visto que em algumas situações, a cultura da internet já faz parte da vida das novas gerações. O indivíduo, com poucos anos de vida, já está conectado a rede! Então a cultura já esta modificada, já é uma cultura globalizada! Determinar limites é um desafio, mas é preciso ser discutido, analisado, repensado, em conjunto e em acordo.
Penso que os valores devem ser preservados, mas novas formas de se defender os valores e até instituí-los na vida das pessoas, na vida em sociedade, deve ser buscado junto ao uso da rede, já que esta é uma ferramenta de comunicação em constante expansão e dificilmente se poderá “deter” o uso da rede. Penso que não devemos ir contra o uso da rede, mas sim, buscar melhores formas de utilizá-la. Fazendo uma analogia ao mundo “empresarial”, onde não se pode ignorar o fato de que a web se tornou fundamental para a organização/coordenação de muitas instituições; a internet poderia ser utilizada para organizar, constituir, ampliar questões ligada a vida das pessoas individualmente também! Acredito que essa seja uma de nossas funções enquanto comunicadores! Utilizar a rede para mostrar que todos têm algo a tratar, a discutir, a promover, a defender, enfim, promover o uso da rede de modo que assuntos pertinentes e de interesse de todos possam ser abordados de maneira livre.
Quanto a questão da inteligência artificial, a minha reflexão é a seguinte: De que vale a técnica se não tiver um propósito que sirva ao homem? Poderemos até ter inteligência artificial, mas se não for utilizada em prol da humanidade só servirá para um único fim: a dependência e subordinação do ser humano a máquina – o que pode ser que já esteja acontecendo. Nem falo em extermínio, mas uma questão de sobrevivência – o homem deixará de existir e de viver, para viver em função da rede.