O QUE E DRM?

Setembro 28, 2007

Ma o que é o DRM?             Vamos combinar que realmente estamos perante novo mundo, o mundo da era digital, que revolução extrodinaria! Antes tudo era tradicionalmente, mas hoje em dia estamos numa nova época bastante fabulosa. Eu creio que pouca gente sabe o que DRM (Digital Radio Mondiale) é um consorcio formado em 1998 que hoje reúne 83 membros de trinta países, incluindo estação de radio e fabricantes de equipamentos de recepção e transmissão, cujo propósito é criar, desenvolver e difundir um sistema de transmissão do radio digital. Este sistema já existiu entrou no ar pela primeira vez em 2003. Essa qualidade foi encontrada com a passagem da tradicional transmissão analógica em AM para uma transmissão digital tipo MP3, melhorada e adaptada à realidade da rádio, denominada MPEG-4 AAC+SBR em que consegue transmitir com boa qualidade numa largura de banda inferior a 20 kHz ( normalmente de 10 kHz) e com a possibilidade de transmissões em estéreo.            O sistema DRM é aprovado pela UIT (união internacional de telecomunicações) e suas vantagens tecnológicas são evidentes. Antes, no inicio existe uma duvida se as emissoras e ouvintes estarão dispostos a migrar para novo sistema num futuro que não pode estar distante assim? Porque o sistema não é patenteado e, portanto, as emissoras de radio não se necessitam pagar royalties pelo seu uso, testes estão sendo realizados para transmissões simultâneas de radio analógico e DRM, para a fase de transição de um sistema para outro. Mas hoje em dia creio que essa duvida ficou longe, porém a nova era está exigindo isso e os tradicionais rádios cada dia estão perdendo seu lugar neste novo horizonte.

            Com as novas transmissões digitais, a qualidade do áudio tem-se revelado espantosamente, superior ao atual FM e muito perto da chamada qualidade CD. Atualmente, em fase experimental, mas num futuro próximo, poderá escutar com caráter regular, onda curta, média e longa (muito popular em alguns países como a França), com uma qualidade superior à que estamos habituados a ouvir nestas freqüências bastante ruidosas, isto, se a propagação o deixar, porque contra a dita, ainda não existe nenhum “antídoto”, mas sim a futura possibilidade do receptor procurar automaticamente uma freqüência diferente, com o mesmo programa e com um sinal de recepção melhor, a fim de possibilitar uma decodificação do sinal sem erros, à semelhança do actual sistema RDS das estações que transmitem em FM. O processo de mudança já começou. As emissoras internacionais que habitualmente transmitem abaixo dos 30 MHz, agruparam-se num consórcio a fim de definirem e adotaram um sistema de transmissão digital comum e universal, tendo por finalidade revitalizar estas freqüências.

  REFERENCIA

 Revista antena popular vol.: 123

 

                    NADYLET NAHUTARANE SARAIVA


INTERNET FACILITA AS COISAS….SERÁ?

Setembro 28, 2007

Olá pessoal, bem como já postei uma definição básica sobre o assunto q eu e o Tompson apresentamos em sala de aula, hoje trago até vcs uma matéria publicada pelo jornal Zero Hora do dia 27/09/07, quinta-feira. A matéria é bem interessante, além de tratar de um tema super atual de uma forma bem “inteligente”, na MINHA OPINIÃO. A matéria fala á respeito do “novo” filme do diretor e roteirista José Padilha ‘TROPA DE ELITE’ , baseado no livro ‘ELITE DA TROPA’ de Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope e que inspirou o personagem principal do filme Tropa de Elite. A matéria de ZH, além de apresentar o filme, que ainda nem foi lançado mas já foi visto por muita gente (coisas da internet), trata da questão da pirataria, de como ficou fácil ver antes e por um menor preço…. Isso me lembra algo que eu li uma vez em um livro que tratava á respeito da Ditadura Militar no Brasil (infelizmente não lembro em qual livro foi), mas em uma passagem o livro dizia o seguinte: a maioria dos censores era movido pelo fascinio da “antecipação” o fato de estarem entrando em contato com músicas, programas, peças de teatros antes dos demais, era algo que realmente mexia com o “ego” deles [censores], que se sentiam como “deuses” ao definirem/decidirem aquilo que os demais veriam, porém sempre haveria algo que eles veriam a mais, ou pelo menos, eles sempre viam antes…. Pois é, na minha opinião o que sempre move as pessoas é o fato de terem contato com aquilo que a maioria absoluta ainda não teve, seja na diradura militar ou na ditadura digital, o que move o ser humano é conseguir antes aquilo que deveriam esperar, é o desejo de saber antes…abaixo segue a matéria publicada pelo ZH (quem quiser maiores detalhes é só acessar o site www.zerohora.com):

Fora do Oscar, dentro da polêmica

O filme brasileiro mais comentado nos últimos anos estreou antes nas bancas dos camelôs. E virou fenômeno cultural e tema de inflamados debates. Tropa de Elite entra em cartaz apenas em 12 de outubro, mas circula desde o início de agosto em cópias ilegais. Após sua primeira exibição pública, semana passada no Festival do Rio, a repercussão do longa-metragem dirigido pelo carioca José Padilha foi além da questão da pirataria. Reforçam a polêmica temas como violação de direitos humanos, corrupção policial e o papel da classe média na rede de violência que acaba se voltando contra ela própria.

Aprodução ganhou tanto destaque nos últimos dias que se tornou, em cima da hora, a grande favorita para representar o Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro, em 2008. Mas o resultado, anunciado ontem, deu a vaga para O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ambientado no período da ditadura militar.

Tropa de Elite mostra os bastidores do Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro, o Bope, unidade com treinamento militar apresentada como incorruptível e implacável em suas incursões nos morros cariocas. O ator Wagner Moura interpreta o capitão Nascimento, que descreve o cotidiano do Bope em meio a uma crise pessoal. Claramente identificados como vilões da história estão a Polícia Militar, representada como antro de corrupção e ineficiência, e os usuários de drogas, a quem se atribui o financiamento do círculo de violência. Caberia atribuir o papel de herói a Nascimento e seus soldados? As sessões prévias do filme não fecham a questão: aplausos e gritos de quem acha que bandido bom é bandido morto, vaias alarmadas daqueles horrorizados com a glorificação da barbárie em nome da lei. Logo, a discussão envolveu críticos e intelectuais, e até Wagner Moura entrou na briga.

- Com relação ao Nascimento, eu não penso nele nem como herói e nem como vilão. Ele é semelhante ao meu outro Nascimento, o Sandro do Ônibus 174. Eu dei o mesmo nome aos dois personagens porque os considero semelhantes. Um é o reverso do outro. O importante é mostrar às pessoas que tanto o ponto de vista de um como o ponto de vista do outro resultam de problemas sociais que temos que resolver – diz Padilha, referindo-se também a Sandro Nascimento, personagem de seu premiado documentário.

Lançado em 2002, Ônibus 174 reconstruiu os episódios que desembocaram no seqüestro de um ônibus no Rio, com a morte de uma refém e do seqüestrador, Sandro Nascimento. No filme, o diretor relembra a trajetória de miséria, descaso social e violência em que se criou o marginal.

- Em Tropa de Elite, tentei fazer com que as pessoas compreendessem como se forma um policial violento, como ele pensa e age. A existência de policiais assim agrava a violência. Mas dizer isto não muda a realidade. Precisamos primeiro entender por que a nossa sociedade produz personagens como o Sandro e o capitão Nascimento.

Estima-se que 3 milhões de pessoas já assistiram à Tropa de Elite em suas cópias ilegais – A Grande Família, líder do ranking nacional em 2007, soma 2 milhões de espectadores. É a primeira vez no Brasil que um filme é pirateado antes de chegar ao cinemas. Em Porto Alegre, os DVDs ilegais chegaram há duas semanas, com preços entre R$ 5 e R$ 10.

Essa versão pirata saiu da empresa que fez a legendagem para o mercado internacional e, segundo Padilha, não é a definitiva, que ganhou cinco minutos a mais e melhorias na imagem e no som. O diretor tem dúvidas sobre o quanto a pirataria prejudicará a performance nos cinemas:

- Qual a taxa das pessoas que viram o filme em DVD e que voltarão ao cinema? Quantas pessoas ainda não viram o filme? Estas pessoas são consumidoras de cinema? Será que uma parte das pessoas que não vai ao cinema normalmente, devido ao preço do ingresso, vai se esforçar para ver o filme? Que percentual das pessoas que vão ao cinema usualmente já viu o filme? Eu não sei a resposta para nenhuma destas perguntas, e acho que ninguém sabe. O futuro do Tropa nos cinemas é uma incógnita.

Agora eu pergunto á vcs, o que vcs acham da “ditadura digital”, em que a facilidade acaba por tornar as coisas dificeis, ou seja, aquilo que antes renderiam um bom dinheiro para muita gente, agora graças a internet, rende apenas o sucesso, como é o caso do filme “TROPA DE ELITE”?

DEISE DE MORAIS – jornalismo


E para os navegantes…

Setembro 28, 2007

Bem pessoal, eu venho aqui dar dicas e fazer pedidos da forma mais humilde possível à minha pessoa.

Espero que ninguém se ofenda, e nem entenda como um ato de arrogância pois posto com a melhor das intenções.

Agora que a matéria está acabando creio que bastante gente vai vir aqui no blog para postar ou comentar, então vou ensinar vocês a fazerem isso.

COMO POSTAR?!

Primeiro, você deve entrar em www.wordpress.com. Lá você vai encontrar uma coluna, assinalada e apontada com uma flecha na figura abaixo. Em username você coloca o nome de usuário, e embaixo(password) coloque a senha que foi passada em sala-de-aula.

primeiro.jpg

Vai abrir a próxima página e você vai encontrar esse menu ali, onde deve clicar em discutindocomunicacao:

segundo.jpg

Após abrirá a página do blog, e aí você clica em ESCREVER:

terceiro.jpg

E assim você terá o prazer de postar no blog Discutindo Comunicação:

quarto.jpg

Título: Você coloca o título, o assunto do seu post.

Entrada: O conteúdo propriamente dito.

Aí é só clicar em Publicar e correr pro abraço.

Quem quiser colocar figuras clique em PROCURAR, do lado de ficheiro. A imagem vai carregar e você terá a opção de colocar em Miniatura ou tamanho máximo.

Escolham tamanho máximo, mas vocês devem diminuir a foto para no máximo 400×300 antes de carregarem ela no blog.

Pedidos meus agora em relação a postagem:

NÃO EDITEM OU MUDEM NENHUMA DAS CONFIGURAÇÕES DO BLOG.

Querem passear e conhecer todas opções dos menus, tudo bem! Mas não mudem, por favor. Já cansei de ficar arrumando coisas que o pessoal mexe sem saber o porquê e aí fica tudo torto no blog.

ASSINEM OS TEXTOS.

Primeiro, é muito chato encontrar um texto que não está assinado. Segundo, como as professoras irão avaliar se você não assinou o texto?

CITEM AS FONTES.

Básico isso.

FAÇAM COMENTÁRIOS PESSOAIS QUANDO POSTAREM.

Isso é um pedido realmente pessoal. Estamos aqui para discutir entre nós e ultimamente o pessoal só tem copiado textos e colado aqui. Tudo bem trazer textos de fora, isso é essencial mesmo, mas por favor, comentem algo, digam o que acharam, o que concordam e discordam e o porquê. Dar ctrl+c ctrl+v é muito fácil.

PARA COMENTAR:

Certo, você está aqui no blog e quer comentar. PARA COMENTAR NÃO PRECISA DAR LOGIN. Na verdade, é melhor que você não esteja logado. Se tiver postado e quiser ir comentar, por favor, faça logoff.

Ok, primeiro clique no menu assinalado em vermelho.

quinto.jpg

Depois é muito fácil, preencha seu nome, seu e-mail e se tiver, coloque endereço de seu site/blog/flog. Comente e clique em submit comment.

sexto.jpg

Espero ter ajudado vocês e que não tenha machucado o ego sensível de ninguém.

Cya

 Augusto Salla – Acadêmico de Publicidade e Propaganda


Questões pra pensarmos sobre webjornalismo

Setembro 27, 2007

Nessa quinta teremos a presença da profa. Fabiane Grossmann, mestranda do Curso de Pós-Graduação Strito Sensu em Comunicação da UFSM. Ela irá abordar questões referentes ao webjornalismo. Sobre essa mesma temática tem um texto mto interessante de Graciela Natansohn, Estudos de Recepção nas Novas Mídias”, apresentado no XVI Encontro da Compós, em Curitiba/PR, em junho de 2007. 

Nesse texto a autora faz uma breve explanação de questões que os estudos de recepção analisam em relação à mídia tradicional e aponta aspectos q devemos observar qdo formos pensar sobre a recepção nas novas mídias. 

E as questões de pesquisa q ela levanta são de extrema relevância e as destacarei aqui: Em que medida esse ambiente altera a relação dos usuários com o jornalismo praticado e difundido na web? Todavia, em que medida esse ambiente transforma os gêneros considerados jornalísticos e por tanto, o contrato de credibilidade que se estabelece entre esses discursos e seus leitores?

 Para isso Graciela vai tb trazer alguns aspectos q caracterizam o meio e devem ser considerados, entre eles destacarei:

- a hipertextualidade, q é uma propriedade inerente ao texto digital, mas só se realiza na interatividade entre um sujeito e o discurso digital ofertado.

- a interface, q é produto de um desenhista (designer), e enquanto rede cognitiva de interações é o que permite determinada arquitetura da informação com seus respectivos desdobramentos e complexidades narrativas e interativas.  

Como alguns já sabem a Profa. Fabiane é designer, assim acredito q a questão da interface vai merecer destaque. E de acordo com Graciela no webjornalismo, a relação será determinada pelo tipo de interface, pelo sistema operacional, pelo sistema de publicação definido pela instituição jornalística. Além de considerar o produto noticioso, seu desenho e as opções de navegação e interação pré-definidas (produção de pautas, fóruns, chats, comentários, blogs, recursos multimídia, de memória, de personalização). 

Assim temos mais alguns pontos, entre os outros já vistos em aula, pra aproveitarmos a presença da Fabiane para aprofundarmos as discussões e analisarmos as características e formas de produção do webjornalismo e as transformações q estão ocorrendo. 

Nilse Maldaner


BLOGS COOPORATIVOS

Setembro 26, 2007

Olha gente vou falar um pouco sobre as novas tendências relacionadas com blogs corporativos, na minha concepção acho que são muito importantes que as empresas se adaptem as novas exigências do mercado do trabalho, levando em consideração a inclusão dos novos meios de comunicação como: Orkut, blogs, intranet e os outros cites que podem ser incorporadas dentro de uma organização e empresas etc. Porém  os sistemas de criações  destes meios  comunicativos são muitos atrativos  pela facilidade, eficácia, eficiência e rapidez que oferecem, embora a realidade do mercado ainda não seja essa em outras palavras para as maiorias das empresas ou instituições   é um campo muito vago e amplo.

             Vimos que estes cites corporativos implementada nas organizações ou comunidade conta com algumas ferramentas para classificar informações a respeito do mesmo, todas elas são disponibilizados na internet por servidores comuns. O autor Jonathan Schwartz, presidente da Sun Microsystems disse: “possuir seu próprio blogs será tão obrigatório quanto possuir um e-mail ou um telefone, quem não tiver um blogs se tornará inútil” eu concordo plenamente com ele, porque de uma maneira ou de outra ele não esta só  falando de presente mais sim focando mais para o futuro, porém hoje em dia  pode ser um campo desconhecido para maioria o que não quer dizer que ficara assim para sempre sem evolução, com certeza  que evoluirá cada dia mais e ocupando um grande lugar neste novo mundo tecnológicos.

            Quem diria a uns 10 anos atrás que a internet ou ter um e-mail poderia ser tão importante hoje em dia nessa nossa sociedade moderna, ate o ponto de serem uns dos melhores meios de comunicação já fundada de todo o tempo. Suponhamos que um acadêmico (a) da unijuí ou de qualquer universidade que for não possui um e-mail como poderia receber as informações?  Porém maiorias dessas informações são enviadas pelos e-mails, portal etc. embora tenha outra opção o aluno pode se dirigir a secretaria acadêmica ou entrar com contato direto com professor para se informar e pegar o material, mas já pensamos no tempo que íamos perder ao fazer isso?  Ao passo que poderia ser  mais fácil poder  fazer parte deste mundo de facilidades. Como futuros profissionais de comunicação seria tão bom adaptarmos com essas novas tendências que as novas tecnológicas nos apresenta e nos disponibilizam, pois é a nossa maior arma para presente e futuro quem não se em quadram neste contexto ficará fora do mercado de competitividade. 

     NADYLET NAHUTARANE SARAIVA


GENEALOGIA DO VIRTUAL

Setembro 25, 2007

olá pessoal…….

GENEALOGIA DO VIRTUAL, A
<!—->COMUNICAÇAO, CULTURA E TECNOLOGIAS DO IMAGINARIO

Organizadores: Juremir Machado da Silva e Francisco Menexes Martins

 

 

este livro é muito interessante e tem tudo a ver com o assunto de seminário, se tiverem um tempinho dão uma olhadilha vale a pena…mas para  que não tem tempo pra ler ai vai uma pequena sinopse do livro…..

Partir do cenário presente e percorrer as trilhas por onde o virtual se tornou o que é, pode ser definido como o principal objetivo deste livro, que reúne uma seleção de pesquisadores de diversas nacionalidades e portadores de pontos de vista teóricos bastante distintos.Trata-se de uma coletânea de textos dividida em duas partes. A primeira parte – Cultura pós-moderna e Teorias da Comunicação, está dedicada à compreensão da atmosfera cultural contemporânea, desde estudos de viés pós-moderno, como Morin, Maffesoli, Lipovetsky, Cauduro, até análises de hipóteses de comunicação, como as desenvolvidas por Mattelart, Katz, Garnham e Schudson . A segunda parte, denominada Tecnologias do Imaginário e Pensamento Contemporâneo abre espaço para as reflexões sobre as tecnologias de comunicação e a revolução do virtual, como nos textos de Wolton, Lévy, Lemos, Pfohl e Vaz. Sobre o pensamento filosófico que influenciou os atuais estudos sobre a técnica e o imaginário, escrevem Kellner, Machado da Silva e Menezes.


Cidades: conectados globais x desconectados locais

Setembro 25, 2007

Uma das questões apresentadas por Zygmunt Bauman no livro Amor Líquido tem relação com o q estivemos discutindo em aula é sobre como se configuram as relações entre o global e o local, principalmente o texto sobre hiper trópole e o pensamento sobre as cidades.  Mas posso antecipar q o ponto de vista desse autor é mais sombrio e acredito q importante como meio pra uma reflexão mais aprofundada.

Segundo Bauman, hoje quase todas as cidades começam a ter espaços e zonas poderosamente conectadas ao global, porque existe uma parcela da população que ampliaram seus espaços de comunicação para a esfera internacional. Contudo, “muitas vezes há em tais lugares um palpável e crescente senso de desconexão local em relação a áreas e pessoas fisicamente próximas, mas socialmente e economicamente distantes”.

O autor ainda destaca que o produto excedente da nova extraterritorialidade-mediante-a-conectividade dos espaços urbanos privilegiados, habitados e usados pela elite global, são as áreas desconectadas e abandonadas (criando duas categorias de residentes urbanos). São dois mundos segregados e distintos, onde o segundo deles é territorialmente circunscrito, baseado em redes locais segmentadas, freqüentemente de base étnica. Já os “que vivem no primeiro desses mundos podem estar, como os outros ‘no lugar’, mas não são ‘do lugar’” (Bauman, 2004, p.120); dessa forma, estão despreocupados em relação aos assuntos de sua cidade, apenas uma localidade entre muitas, enquanto que os habitantes da camada inferior estão “condenados a permanecerem locais”. Mas é fundamental que percebamos a íntima interação entre as pressões globalizantes e modo como as identidades locais são negociadas, construídas e reconstruídas, sendo essa a característica mais vital da vida urbana contemporânea.

“Os verdadeiros poderes que moldam as condições sob as quais todos nós agimos hoje em dia fluem num espaço global, enquanto nossas instituições de ação política permanecem, em seu conjunto, presas ao chão; elas são, tal como antes, locais”. (Bauman, 2004, p.122). Essa característica local das agências políticas faz com que elas sejam atormentadas por uma insuficiência de poder de ação, em razão da impossibilidade de encontrar soluções locais para contradições globais.

As cidades contemporâneas são campos de batalha em que poderes globais e os significados e identidades locais se encontram; esse confronto coloca em movimento e orienta a dinâmica da cidade “líquido-moderna”. Essas mesmas cidades são também espaços em que estranhos vivem e se movimentam em íntima e recíproca proximidade; assim se caracterizam ainda como espaços inseguros, do medo, e que a segregação (física e arquitetônica) é oferecida e assumida por muitos como a cura radical para o perigo representado pelos estranhos.

Segundo Gadamer, citado pelo autor, a compreensão mútua entre os seres humanos é instigada pela fusão de horizontes, que ocorre através da experiência compartilhada, que só acontece num espaço compartilhado, reforçando a visão de Bauman de que a reforma das condições de existência (devido à insegurança existencial) é condição anterior a uma reforma urbana. 

Novamente Bauman (2004, p.167) ressalta que existem dois grupos resultantes da globalização (a elite viajante global e refugiados), que possuem como atributo compartilhado a extraterritorialidade: não pertencem ao lugar, estão no lugar, mas não são do espaço que fisicamente ocupam.

Porém para os refugiados isso se caracteriza como a permanência da transitoriedade – um destino irrevogável e inelutável. Ainda para o autor, os campos de refugiados podem ser observados como uma espécie de laboratórios onde o novo padrão de vida líquido-moderno, “permanentemente transitório”, está sendo testado e ensaiado. E acrescenta que as perspectivas são sombrias, mas para o nosso consolo que “a história ainda está conosco e pode ser construída” (Bauman, 2004, p.176). Para tanto devemos deixar aberta a questão da verdade, citando Arendt, a “abertura aos outros” é a precondição para a humanidade. Essa abertura significa que entrar numa discussão é não saber o seu resultado. O fato de outros discordarem de nós não é um obstáculo no caminho que conduz à comunidade humana, mas a convicção de que nossas opiniões são toda a verdade, sim.

Nilse Maldaner


O bom e velho jornalismo está morrendo

Setembro 23, 2007

Este texto que encontrei para postar, tem uma perspectiva bem interessante, e tem tudo a ver com nossas discuções em sala de aula. Abraços.

O bom e velho jornalismo está morrendo
André Deak

Durante muito tempo se convencionou dizer que havia apenas dois tipos de jornalismo: o bom e mau jornalismo. Entretanto, o bom e velho jornalismo, puro e simples, está cada vez menos simples e mais velho. As novas tecnologias já começam a obrigar ? e até há pouco o verbo era possibilitar ? mudanças na forma como as notícias são produzidas.

Recentemente, num seminário em São Paulo ? o MediaOn ? Michael Rogers, futurista do New York Times (uma espécie de estudioso de novas mídias) disse uma dessas verdades absolutas que poucos costumam perceber. Hoje em dia, disse ele, pode não ser comum que um jornalista seja capaz de produzir ou editar texto, foto, áudio e vídeo. Mas os jovens jornalistas já fazem isso. E são esses jovens que, em 20 anos, estarão nas chefias das redações do mundo.

O mesmo raciocínio ? apesar de mais contundente ? segue Julian Gallo, editor do blog Mirá e um dos finalistas do prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2007 com um texto publicado no La Nacion chamado “Um novo jornalismo”. Ele diz que “na essência, uma história publicada hoje na internet segue sendo produzida da mesma maneira que se fazia historicamente nos meios impressos. O autor faz o importante (escreve) e outras pessoas se dedicam a ampliar ou enriquecer o texto com desenhos e conteúdos. Esta forma de trabalho concebe um autor com um só talento: escrever. Assim, se impõe que outro alguém fará a diagramação, outro fará fotos, outro escolherá as fotos, outro fará vídeos e áudios para que outro edite para que, finalmente, um técnico coloque tudo junto. Uma estrutura desse tipo confere a um jornalista menos habilidades do que tem um adolescente de 16 anos que faz seu blog”.

É claro que ser capaz de produzir em várias mídias não quer dizer que o jornalista será obrigado a produzir em várias mídias. Américo Martins, editor-executivo para as Américas do serviço mundial da BBC, diz que houve um tempo, há alguns anos, em que se imaginava que isso seria comum, mas as redações descobriram que é impossível mandar um jornalista para o campo com uma “maleta multimídia” e esperar que ele mande textos em tempo real, grave uma áudio-reportagem e ainda apareça no noticiário da noite, na TV, com uma reportagem contextualizada. A idéia de que um jornalista fará o trabalho diário de três (rádio, online e TV) já se mostrou inviável. Entretanto, o próprio Américo lembra que a BBC enviou um ?multi-homem? para cobrir a guerra no Líbano e teve um bom resultado. Eles apenas não cobraram matérias diárias ? o enviado fazia entradas diárias apenas no rádio e online, mas gravava para a TV em intervalos de alguns dias.

No Brasil, a experiência do repórter multimídia ainda está no início. A Agência Brasil é das poucas redações cujos mesmos repórteres produzem tanto para as rádios da empresa quanto para o online, em tempo real. As dificuldades não são poucas ? mas o resultado é que temos uma equipe de repórteres perfeitamente capacitada para executar pautas diárias em ambos veículos (e alguns poucos fazem inclusive TV ? não diariamente, claro).

O resultado de repórteres capacitados para várias mídias é benéfico em vários níveis. Uma operação jornalística multimídia pode oferecer uma história no melhor formato possível, seja ele qual for. Pode-se, por exemplo, gerar um tipo de reportagem que é a soma de vídeo, áudio, texto, foto e infografia, oferecendo ao cidadão a compreensão mais completa possível de um assunto ? como tentamos fazer com a reportagem especial sobre o Rio Madeira. Mas o verdadeiro desafio é criar não apenas a soma das plataformas, mas a fusão delas. Isso significa criar um tipo de reportagem que não é mais simplesmente vídeo, texto ou áudio, mas a mistura disso tudo. O uso do recurso conhecido como hipervídeo é uma das experiências que fizemos nesse sentido, na reportagem sobre consumo consciente. (E quem quiser ler sobre esse processo pode acessar esse texto aqui)

E já há quem exija mais, pelo menos para testar alguns limites. A BBC terminou no início de julho o que chamou de “experiência turca”. Enviou o jornalista britânico freelancer Ben Hammersley para cobrir as eleições legislativas da Turquia. Além de gravar para a BBC World e BBC News 24, ele fez um teste utilizando ferramentas da web 2.0, colocando suas impressões no seu blog, Flickr, YouTube, del.icio.us e Twitter. “A idéia é expandir a reportagem e possivelmente alcançar novas audiências de novas maneiras”, diz o editor Richard Sambrook. Ainda Sambrook: “Não é algo que todo repórter da BBC pode ou deve fazer. Ben é particularmente experiente no uso da internet e sites sociais desse tipo”.

A BBC considerou interessante testar o limite do repórter, verificar o quanto ele é capaz de oferecer além de reportagens comuns. Todas as notas, métodos, entrevistas e problemas da apuração foram colocadas online. No YouTube, você descobre como um mal-contato num cabo do satélite quase acabou com toda a transmissão. “Esperamos que isso abra uma janela sobre como as reportagens internacionais são feitas. Não é perfeito, mas quebra o molde tradicional dos correspondentes internacionais”, diz o editor.

O modelo homem-multimídia pode não ser o ideal, mas o antigo modelo de reportagem está acabando. Para citar outro exemplo: a Agência Brasil decidiu fazer a cobertura do Seminário Internacional de Diversidade Cultural em um blog, e não somente com reportagens tradicionais. A avaliação geral é que o resultado foi muito melhor.

Tendo esse novo passo em vista, muitos dos grandes grupos de comunicação estão unificando inclusive fisicamente suas redações. Jornais como o Daily Telegraph ? exemplo mundial de integração multiplataforma ? se organizam agora para receber e produzir notícias, independente do veículo. Você não tem mais os jornalistas da TV ou os jornalistas do rádio, você tem jornalistas.

Arthur Sulzberger, dono do New York Times, disse em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, algo que elucida um pouco o futuro do qual estamos falando. Perguntaram a ele se, com a constante erosão da imprensa escrita, ele achava que em cinco anos o New York Times ainda seria publicado.

“Não sei, mas sabe o quê? Eu não me importo”, disse. Ele explicou que está focado na melhor maneira de fazer a transição para a internet. O Times já tem mais assinantes online (1,5 milhão por dia) do que assinantes do jornal impresso (1,1 milhão). Sulzberger disse que o New York Times começou uma longa e dura jornada que irá terminar no dia em que a empresa decidir parar de imprimir jornais. E então o ciclo estará completo.

Muitos se recusam a enxergar, mas é fato: a velha mídia e a velha maneira de fazer jornalismo está morrendo. Cabe a nós ajudá-la a morrer mais rápido, ou sermos enterrados juntos.

Michele Röhrig


Comunicação Integrada

Setembro 19, 2007

Olá colegas…..Achei um texto muito interessante no site da comtexto sobre Comunicação Integrada……lá vai…..hehehe

Comunicação integrada

Comunicação Integrada consiste no conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos de comunicação, planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um todo.
      Tradicionalmente, a Comunicação Empresarial tem sido trabalhada como a somatória de atividades realizadas independentemente por departamentos, divisões ou assessorias que, necessariamente, não se articulam, ou seja, não há uma unidade, tendo em vista objetivos, valores e uma missão comum.
      Na prática, o que é pior, além da falta de um planejamento comum, estes departamentos ou assessorias competem entre si, definindo instâncias particulares de decisão dentro das empresas ou entidades, seguindo a velha fórmula de ” aqui quem manda sou eu”. A comunicação interna fica entregue à área de Relações Públicas, os jornalistas editam os house organs, a propaganda/publicidade é responsabilidade dos profissionais de marketing, existe alguém para cuidar das relações governamentais (por que não um advogado ou um ex-político que tem trânsito em Brasília? ) e assim por diante.
      Reunir todos eles numa mesa para um diálogo produtivo, é uma dificuldade (ou algo impossível) em muitas (talvez na maioria) das organizações.
      A Comunicação Integrada, praticada com competência, subverte este situação e remete para um novo paradigma: a comunicação/marketing de uma empresa ou entidade não pode ser o resultado de esforços individuais, ainda que bem intencionados, porque a imagem da organização deve ser uma, qualquer que seja o público com que ela se relaciona.
      Uma empresa ou entidade não pode ser descontraída em suas campanhas publicitárias e burocrática ou autoritária na sua comunicação interna; não pode proclamar o seu desenvolvimento tecnológico no seu esforço de marketing e andar de carroça internamente, privando os seus profissionais e executivos do acesso integral às novas tecnologias.
      A Comunicação Integrada pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto. O processo de tomada de decisões, que deve incluir outras instâncias da empresa ou entidade que não as vinculadas especificamente à comunicação/marketing, deve ser compartilhado, ainda que haja um chefe, um superintendente ou diretor geral a que todos se reportam.
      Embora a realidade do mercado ainda não seja essa, não há outra opção para o futuro, se a empresa ou entidade pretende manter-se atuantes e desfrutar de todas as vantagens oriundas da concentração de esforços e do seu poder de fogo em comunicação/marketing. Os feudos estão com os dias contados, ainda que devam resistir, bravamente, a esta nova postura, que retira poder e distribui responsabilidades.
      A utilização das novas tecnologias, a presença na Web, as formas múltiplas de relacionamento com os públicos (SAC, Marketing de Relacionamento, CRM, Webmarketing etc ) devem integrar este composto maior de Comunicação, porque a experiência revela que, quando todos gritam juntos, o som fica mais forte e, sobretudo, que, quando todos combinam e ensaiam o grito, ninguém desafina.

Isabel Caline – RP


Implantação do Rádio Digital no Brasil

Setembro 18, 2007

Reflexão sobre o processo de implantação do rádio digital no Brasil realizada a partir de relatório de pesquisas desenvolvida por integrantes do NP de Rádio e Mídia sonora que acompanha os testes realizados por emissoras com o padrão de transmissão americano IBOC. Da leitura dos relatorios, pôde-se aprender que um forte movimento de preservação tem sido a força motriz no processo de adoção da digitalização da transmissão. Esse trabalho aponta critérios que poderam balizar a escolha de um formato de transmissão que possa atender a diversidade do sistema de radiodifusão. Gratuidade, flexibilidade, adaptabilidade, integração e convergência são critérios apontados.

Tanto as emissoras de rádio como as de televisão “convencionais” são de concessão, na maioria das vezes de pessoas ligadas a política, famílias tradicionais que detém o poder de controlar as mídias por gerações, seguindo filosofias que com a radio digital podem perder o controle da manipulação da informação.

 O digital é por natureza uma tecnologia flexível, por que permite combinar, interligar, organizar e integrar serviços, que antes estavam separados, dentro de um sistema integrado.

 Será que é isso que os controladores da mídia querem?

Jorge Antônio da Silva (Jornalismo)