Cauda Longa – pontos de discussão

Daniele Lazzarotto Preparei um post ontem sobre a Cauda Longa, mas a Sílvia me ganhou e postou antes do que eu. Mas, em todos os casos, para não perder o trabalho, estou postando aí um pequeno resumo, o link que eu havia prometido dos Lonely Island e alguns pontos de discussão.

CAUDA LONGA – CHRIS ANDERSON – CAPÍTULO 5

    

Bom, haviam poucas testemunhas da apresentação do nosso grupo (Dani, Silvia e Neila) na aula do dia 24.08. Por isso, para quem não teve a oportunidade de estar presente na segunda metade da aula eu estou postando aqui um pequeno resumo para facilitar o entendimento.

-          O fenômeno da “Cauda Longa” pode ser resumido como a mudança do modelo atual de “mercado de massa”, através do crescimento cada vez maior dos “mercados de nicho”. Segundo o autor Chris Anderson, esta mudança é estimulada pelo barateamento das tecnologias que permitem que todo cidadão produza seu material, e distribua-o para um grande número de pessoas (por exemplo, o custo para produzir um vídeo e torná-lo público, há 15 anos atrás, era algo completamente exorbitante para cidadãos comuns. Hoje um número cada vez maior de pessoas faz isso o tempo todo com suas câmeras digitais, cabos USBs e conexões com a internet).

Estas novas tecnologias libertaram a sociedade da dependência de grandes corporações, que, por muito tempo, determinaram o que valia a pena, ou não, para ser divulgado na grande mídia, já que a distribuição massiva dos materiais exigia um investimento milionário, e certamente os grandes empresários não investiriam em algo que pudesse lhes trazer prejuízo. Com esta pré-seleção, o mercado ficava tomado somente de produtos “vendáveis” destinados para uma massa que deveria ter os mesmos hábitos de consumo. Porém, este modelo de mercado simplesmente deixava de considerar a existência de milhares de consumidores que simplesmente não se encaixam no perfil estereotipado de “massa”.

Na internet, o preço de distribuição de materiais é bastante acessível e o número de pessoas que podem ser potencialmente atingidas pelas mensagens é infinitamente maior do que a audiência das maiores emissoras de TV do mundo. Assim, através do uso da internet como meio de distribuição, muitos trabalhos que não teriam se quer chance de serem produzidos no mercado tradicional, ganharam seu espaço. Foi a internet que confirmou para o mundo que havia, sim, um mercado ativo para consumir materiais alternativos, mostrando a existência de um “nicho”de mercado que se aplica a outros grupos que não à tradicional “massa”.

Como neste modelo de mercados de “nicho”, possibilitado pelas novas tecnologias, quase não há custo de produção, distribuição, armazenagem dos produtos, manutenção de pontos de venda, funcionários, impostos, etc. a comercialização de qualquer material tornou-se lucrativa, mesmo que ele fosse vendido em pouca quantidade e em grandes intervalos de tempo. A grande prova disto é que muitas empresas têm um enorme lucro com a comercialização deste material, como, por exemplo, a amazon.com, a lulu.com dentre outros sites de comercialização pela internet.

            O fenômeno da cauda longa ainda é estimulado por outros “co-fenômenos” da cultura contemporânea, como por exemplo, a “cultura da exposição”, motivo pelo qual milhões de pessoas, mesmo sem ter se quer uma esperança de lucro financeiro, continuam mantendo seus materiais disponíveis na internet (blogs, flogs, vídeos, músicas, etc). O lucro financeiro é substituído pelo lucro de “reputação”. Assim, quanto mais próximo do mercado da cauda (nichos), maior é a possibilidade de os produtores terem de manter uma segunda ocupação que lhes garanta dinheiro.

       

LINK PROMETIDO NA APRESENTAÇÃO

Fomos o segundo grupo a falar sobre o livro Cauda Longa, e nós exemplificamos o fenômeno de distribuição de material pela net a partir do caso “The Lonely Island”, citado pelo o autor Chris Anderson, no capítulo 5. Este trio ficou famoso no mundo todo com seus vídeos de humor feitos em casa e distribuídos através da internet. Como os vídeos que nós levamos na aula não funcionaram legal, quem quiser conhecer o grupo pode acessar o site www.thelonelyisland.com. Neste endereço todos os filmes são em inglês. No you tube é possível encontrar alguns com tradução.

PONTOS PARA DISCUSSÃO

 

Na aula surgiram alguns pontos de discussão que eu gostaria de levantar aqui para o grande grupo:

- Como vocês vêem o desenvolvimento do fenômeno da “cauda longa”, aqui na nossa realidade de mercado interiorano? Nós, comunicadores devemos nos animar, ou nos preocupar com este fenômeno?

    

10 Respostas para “Cauda Longa – pontos de discussão”

  1. Lara Disse:

    Acho que a pergunta que a Dani nos deixa não é uma pergunta tão simples de ser respondida. Mas, sem refletir muito e fazendo de conta que é uma coisa simples, eu diria que devemos nos animar com o fenômeno.
    Lembrando dos exemplos apresentados na aula, como o do publicitário de Catuípe que produz materiais pra mil lugares, penso que, se não há oferta no mercado interioriano pra nós, a internet abre uma gama de possibilidades. E com a vantagem de ser um espaço que está em todos os espaços… Se entendem o jeito enrolado que eu falo, o que quero dizer é que podemos trabalhar para um site do Afeganistão que seja, sem sair de casa.
    Evidente que a maior parte das possibilidades não são remuneradas. Ou pouco remuneradas, como é o caso do Oh My News.
    Imagino que a interet deva evoluir muito ainda, e acho que isso vai trazer importantes oportunidades para nós. Se ameaça os meios tradicionais, devemos justamente estar preparados para trabalhar de uma maneira nova.

  2. Daniele Lazzarotto Disse:

    To triste pq tem outros post q tá rolando a maior paulera nos comentários.. e aqui n tá dando nem uma polêmica..
    Ninguém discorda disso aqui não??

    Vamo lá galera!! ponham em prática o seu senso crítico!!

  3. Caroline Disse:

    Mas pra isso não é necessário da paulera.

    :P

  4. augustoyoh Disse:

    IEHiue
    debater ñ é pauleira haha xD
    Eu comentei numa aula, logo no começo da matéria, que para as empresas da nossa região todas essas possibilidades são muito distantes.
    Nós podemos através da web encontrar “n” nichos, mas o mercado aqui no interior ainda é “todo mundo”.
    Então, para quem mora no interior me parece muito mais animador pra quem mora nas “capitar”. Não sei, eu acho(e ACHO mesmo) que até pouco, e ainda é assim, tempo atras quem morava(mora) em mercados maiores tinha muito mais vantagens e opções de trabalho do que quem mora(va) aqui no interior, como nós, e assim, nem precisva concorrer com profissionais talentosos porque estes estavam muito longe geograficamente. E as barreiras geográficas não são mais tão proibitivas, e para quem já mora em grandes centros é muito mais preocupante a entrada de profissionais do interior pois é em centros maiores(comparados a ijuí e região) que, ao que parece, essas novas possibilidades e ferramentas estão sendo usadas no momento.
    Ressaltando o “no momento”: é inevitável a globalização também dessas possibilidades.
    Mas por enquanto, trabalhando com o nosso mercado, com as nossas empresas, a cauda longa ainda não é tão longa.

  5. Daniele Lazzarotto Disse:

    Mto bem.. tá melhorando o nível de discussão…..

    Mais considerações?? niguém mais discorda??? dou-lhe uma… dou-lhe duas……

  6. Neila Disse:

    bem, agora estou m acostumando com essas ferramentas, axo q vai dar certo…
    Sobre a cauda longa, concordo com o Augusto, aqui na região ainda está difícil o mercado digital…mas como Rede é rede, temos a chance de trabalhar em outros lugares, com outras pessoas, outras culturas, enfim…Não podemos pensar por ex, em vender nosso peixe para empresas daqui ATRAVÉS da Internet. temos q abrir caminhos através da Internet para OUTROS lugares, assim seria mais fácil entrarmos nos mercados de nicho… Claro q não é d um dia p outro q seremos conhecidos, mas, pelo q entendi, a ferramenta é mto mais mundial q local. Discordem por favor?????!!!!! hehe Abraçoooosss

  7. Deise de Morais Disse:

    Eu acredito que temos que nos animar, pois a internet eh um campo de trabalho muito amplo, basta saber como usá-lo, a gama de profissionais de comunicação que se forma á cada ano é muito superior ás vagas que o mercado tradicional (tv, rádio, jornal) oferece, por isso, eu vejo a internet como uma alternativa de dar á todos os profissionais, seja de comunicação ou outra área, uma chance de trabalhar…

    BjoooOOooo

  8. Caroline Disse:

    dou-lhe três………
    ehehehe

  9. Daniele Lazzarotto Disse:

    dou-lhe quatro!!!!

  10. Lara Disse:

    Acho que não entendi muito bem o que o Augusto quis dizer, mas não acho que nesse caso tenhamos que falar em regionalismos. Falando na rede não estamos mais falando em territorialidade. Acho que é uma questão de espertaza pessoal usar as ferramentas que a tecnologia nos possilbilita e assim se inserir no mercado. (eu ainda não me atinei pra isso) As empresas dos grandes centros já usam essas ferramentas.. mas nós, individualmente, também podemos utilizá-las para nos colocarmos no mercado, já que no nosso mercado local isso não acontece. Mais um exemplo bem paupável (além do cara de Catuípe, como relatado na aula): nossa ex-colega Maitê escreve sobre para a eletrônica revista Paradoxo. A revista pagou todas as despesas dela pra ela fazer a cobertura do Festival de Cinema desse ano. Ou seja: eu acho que a cauda pode ser longa independentemente do lugar onde estivermos, desde que estejamos conectados, e criando coisas (o que, como eu já disse antes e em aula também, ainda não comecei a fazer… sigo numa postura passiva).

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